domingo, fevereiro 09, 2020

O legado de Andrew Koenig para o Coringa


Agora que o Coringa consagrou dois grandes atores com o Oscar, é bom lembrar que, antes de Heath Ledger e Joaquin Phoenix, o conceito de um Coringa sinistro e sombrio já havia causado um reboliço em 2003 com a magnífica e aterrorizante performance de Andrew Koenig em um curta metragem independente chamado Batman: dead end.
Realizado sem a permissão da DC ou da Warner, o curta viralizou em 2003 e certamente influenciou o tom mais sombrio de Batman Begins que estreou dois anos depois.
Na história Batman persegue o Coringa pelas ruas sombrias de Gothan City. O encontro dos dois gera um diálogo memorável, mas é interrompido por um plot twist que, na época, causou sensação da Comic Con de San Diego e provavelmente não deu origem apenas a Batman Begins, pois, o lançamento de Alien X Predador um ano e meio depois não pode ser só coincidência.
Um dos destaques do curta era a hipnótica atuação de Andrew Koenig como o Coringa em uma versão assustadora e com uma risada tenebrosa. Antes dele, o Coringa, ao menos no cinema e na TV, era nas versões mais leves de Jack Nicolson e Cézar Romero.
Ativista de direitos humanos e com algumas participações em filmes e séries de tevê, a carreira de Andrew não decolou. Ele era filho do ator Walter Koenig, o Pavel Checov da série clássica Star Trek. Andrew Koenig foi encontrado morto em sua casa em 2010, aos 41 anos. Em uma entrevista coletiva, o pai anunciou que seu filho cometera suicídio. Os motivos nunca foram esclarecidos pela família que pediu privacidade.
A consagração do Coringa como o segundo personagem (junto com Vito Corleone da saga O Poderoso Chefão) a dar Oscar para dois atores diferentes, tem uma contribuição significativa de Andrew Koenig. Uma pena ele não estar aqui para saborear um pouco do seu legado.
O curta Batman: dead end está disponível no Youtube no link: 


domingo, janeiro 26, 2020

Diário de um peladeiro 2020 – Parte 2 - E que a ginga esteja com você!


O site Omelete, que acompanho desde que surgiu há 10 anos, elegeu Pelé – O Nascimento de uma lenda como o pior filme da década que acabou (entre 2010 e 2019). Eu sou suspeito, mas adoro filmes de futebol. Eu gostei do filme. Apesar de realmente não ter como ignorar os defeitos tanto na parte narrativa, quanto na parte de fidelidade histórica. Mas pior da década?
Meu filme de futebol preferido ainda é o clássico Fuga para Vitória (Victory, 1981), dirigido pelo lendário John Huston, que coloca um time com Pelé, Bobby Moore e Osvaldo Ardiles, enfrentando um time de nazistas em plena Segunda Guerra Mundial. O time ainda contava com ninguém menos que Silvester Stallone como goleiro e o oscarizado Michael Caine (o Alfred do Batman do Nolan) como capitão e centroavante. Para quem não conhece, o filme conta a história de um capitão inglês (Caine), detido em um campo de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial e que usa o futebol para distrair os outros companheiros prisioneiros. O diretor do presídio, um nazista interpretado pelo também premiadíssimo, Max von Sydow (o padre de O Exorcísta), desafia os prisioneiros para um jogo contra os guardas alemães. Com Pelé em Campo e Silvester Stallone no gol, vocês já imaginam que não houve 7x1, ao menos naquela vez. O filme é uma verdadeira declaração de amor ao futebol.

Mas voltando ao “filme do Pelé” de 2016, sim, o filme é ruim, não resta dúvida. Mas a maior crítica que se faz é como a história coloca a “ginga” como algo parecido com a “força” de Star Wars. Como é um filme escrito e dirigido por norte-americanos, dá para imaginar que a ideia veio dos professores de capoeira que nos EUA e Europa realmente gostam de se referir à ginga como algo místico. Para brasileiros é apenas não ter cintura dura, é o remelexo, a desenvoltura, é algo natural, mas para gente com cintura dura como... Eu, é sim, algo sobrenatural muito parecido com a força de Star Wars.
Bom, na quarta e na quinta peladas do ano eu fiz um gol em cada uma. Ambas foram na Faefid – Faculdade de Educação Física da UFJF.
Semana passada eu ainda estava com um bom fôlego. Corri, driblei. Tive boas chances e alguma eu mesmo criei. O gol veio em uma jogada que teve que ser repetida três vezes para dar certo. Passe da direita para eu pegar de primeira na entrada da área. Eu tentei parar a bola outras vezes e não deu certo. A marcação chega muito rápido. Quando peguei de primeira, fiz o gol.
Fiz novamente meu duelo pessoal com meu amigo (e ator recrutado), o Lucas Scafuto. Ele ganhou uma bola na entrada da área e eu, ao tentar cortar, chutei o pé dele e parei a jogada para não fazer falta ou não machucar mais. Ele prosseguiu e fez o gol. Fez o correto. Eu é que optei conscientemente por pegar mais leve com medo de machucar o amigo.
Depois driblei ele no meio de campo e toquei para um atacante que fez o gol. Empatamos, eu acho.
O fato é que emagreci. Estou mais leve. Isso tem ajudado.
Mas aí, veio a pelada de 25 de janeiro. Um mês depois do Natal. Em apenas 25 dias, eu fiz 11 gols em apenas cinco jogos. Ano passado, só alcancei essa marca apenas no dia 25 de maio, depois de 16 jogos e quase 6 meses. Houve uma evolução no meu futebol, na minha ginga, verdade seja dita. A ginga está comigo agora! Mas vamos lembrar que, em Star Wars temos o lado negro e o lado luminoso da força. Será que isso também ocorre com a ginga?
Na pelada passada, antes de começar, fiquei treinando o famoso giro. Receber a bola de costas para o gol, girar e a chutar. Hoje houve duas oportunidades de fazer isso e não consegui. Preferi passar para alguém. Numa delas, eu não consegui dominar a bola, mas acabei dando um passe bonito, ainda que involuntário para o João (Johnny) que fez um golaço. Mas o legal é que dei passes para vários gols e armei pelo menos duas belas jogadas.
Dei muitos chutes. Dois de esquerda muito bonitos. Um o goleiro defendeu após a bola ter pego na mão do André e outro foi para fora, passando bem pertinho da trave.
Mas finalmente consegui fazer o bendito giro. Recebi a bola do Bruno Kaehler, meu eterno garçom e ameacei devolver. Tive calma para ir girando devagar em busca de uma jogada. Quando não apareceu, chutei forte para o gol de direita. Foi o gol mais bonito até agora, o que me deixou mais feliz. Mais até que o de letra. Porque foi um gol finalmente construído por mim ao invés de esperar por passes na entrada da área.
O lado negro da ginga
Em determinado momento, estava fazendo a marcação da saída de bola do time adversário. E fui disputar a bola com o Fernando Junior. Um cara que é forte no lado luminoso da ginga. Tem uma habilidade impressionante, do tipo que é legal assistir jogar. Mas como eu não estava ali para assistir, entrei mais duro. Funcionou. A bola bateu em nós dois e foi em direção à linha de fundo. Então, ele usou a ginga, como bom Jedi que é. Fingiu que ia sair com ela pela esquerda, mas deu as costas para mim, protegendo a bola. Só que eu fui atrás e dei um carrinho com a certeza que ele iria para a esquerda, só que ele não foi...
 Eu até acertei a bola, mas também acertei o pé dele que travou. Ele acabou se contundido. Acho que num jogo oficial, eu seria expulso ou pelo menos um cartão amarelo pelo carrinho por trás. Uma jogada perigosa.
Resultado: tirei o Fernando do jogo. No começo, eu e muita gente achamos que ele estava enfeitando o lance. Escutei até a voz do meme: “Foi nada, foi nada, se jogou. Esperou o contato, o contato veio. Viu que o juiz estava marcando tudo e pulou”. Mas infelizmente foi sério.
Dá o que pensar. Foi uma jogada perigosa. Assim, como parei depois de chutar o pé do Lucas Scafuto semana passada, deveria ter parado. Tenho conceitos sobre o esporte bem definidos. Na minha idade então, o jogar está muito mais priorizado que o vencer. Se quisesse vencer sempre. Continuaria confortavelmente na defesa. Enfim, ele e todos os outros levaram na esportiva. Mas é sempre algo triste. Fiquei com a impressão que, no duelo de gingas, ele usou o lado luminoso e eu cai na tentação do lado negro. Machucar uma pessoa, ainda mais um amigo, nunca é bom.
Para alívio da minha pesada consciência, Fernando aceitou minhas desculpas. A ginga é forte nele. E isso aí, amigo! Que a ginga esteja com você!

Saldo de 2020
5 jogos
11 gols
Clinton Davisson é jornalista, pós-graduado em educação e mestre em comunicação. Autor de quatro livros, entre eles, a premiado Hegemonia – O Herdeiro de Basten. Foi roteirista da série Malhação e consultor na elaboração da série Ilha de Ferro da Globoplay. Atualmente trabalhando no piloto da série Baluartes.

quarta-feira, janeiro 15, 2020

Diário de um peladeiro 2020 – Parte I


 

Aviso, o texto abaixo toma diversas liberdades poéticas ao elogiar o medicamento cloridrato de metilfenidato, popularmente conhecido como Ritalina. Entretanto, é sempre bom lembrar que este medicamente só deve ser usado com indicação e acompanhamento médico. 


Voltando com o Diário do Peladeiro após quase desistir de escrever. Foi uma coisa curiosa. Eu tinha melhorado 99% da depressão em novembro, graças a academia, o futebol e os amigos. Crédito também para minha companheira de aventuras, a Gabriela Moreira.
Enfim, resolvi que, para tentar enterrar a depressão de uma vez, por todas, deveria ir além de só fazer terapia com psicóloga. Aí, fui numa psiquiatra e resolvemos que deveria tomar um remédio para ansiedade. O escolhido foi o succinato de desvenlafaxina monoidratado. Esse troço dos diabos simplesmente me apagou dezembro todo. Um dos efeitos mais malucos do remédio foi a confusão mental, desaconselhando na bula, por exemplo, a dirigir. O ápice desse efeito foi num jogo em dezembro em que comecei jogando com a camisa vermelha e depois troquei para azul. O resultado é que dei três passes de cabeça para o time errado. Mas o “melhor” foi quando desarmei o meu amigo, Bruno Kaehler, que era do meu time e entreguei a bola para o adversário. Teve momentos em que simplesmente esquecia o que estava fazendo ali no campo. Numa dessas, o Osmir, da pelada de Quinta, teve um acesso de raiva e quase me matou. Eu parecia o gif do John Tavolta, perdido em campo. Mesmo assim, foi nessa última pelada do ano, com passe justamente do Osmir, que fiz meu último gol de 2019. O de número 40.

Sim, o saldo final de 2019 foram 40 gols em 48 jogos. Contra 21 gols em 27 jogos em 2018. Como será 2020?

Mas ainda falando de 2019.... Dormi e tive muita diarreia em dezembro todo. Travei em praticamente tudo que estava fazendo e quando foi lá pelo final do mês, eu resolvi parar. E quando deu exatos 15 dias que parei de tomar o remédio, me veio ainda uma droga de um surto, no dia sete de janeiro, que deixou todos os amigos mais próximos (não necessariamente próximos geograficamente) assustados. Um ataque de pânico tão forte que assustou até minha terapeuta. Enfim, remédio dos diabos! Caro para burro, me deixou prostrado, perdi um mês da minha vida e ainda surtei no início de janeiro de uma forma que é melhor nem escrever aqui. Já passou. Bola pra frente!
Voltei lá na médica e pedi para trocar o remédio. Sugeri Ritalina. Oh, sagrada Ritalina, dádiva dos deuses criada para pessoas com TDH tenham foco e potencializa a concentração. Ou seja, passei a jogar dopado...
O resultado é que joguei três peladas em 2020 e já fiz nove gols. Fora a disposição para fazer os projetos, estudar, ler e tudo que tanto preciso. Em comparação ao ano passado, eu só fui chegar a 9 gols depois de 13 jogos e cinco meses. Foi um bom começo. Aliás, foi ótimo! Viva a Ritalina!
O primeiro gol foi em Barra Mansa no meu querido e lendário Moinho de Vento, dia 2 de janeiro. O gol veio de um passe do meu mestre e mentor Ricardo de Mello no campinho em que aprendi a jogar bola 38 anos atrás. Foi simbólico. Não foi exatamente um jogo, mas conta como o primeiro gol de 2020. A ideia de voltar às origens permeia todo esse blog. Redescobrir a identidade perdida. Precisava voltar lá no Moinho de Vento. Precisava olhar com clareza aquele lugar que ajudou a construir minha personalidade até então perdida. Precisava fazer um gol lá... Precisava me encontrar.
Depois veio uma pelada da quinta-feira, dia 9 de janeiro. Não fiz nenhum gol. Lembro que corri bastante. O goleiro fez duas defesas tão difíceis de dois chutes meus, que até se machucou, fui até cumprimentá-lo.
É a pelada mais organizada que participo, mas como tem muita gente, dá a impressão de que o tempo passa mais rápido e quando vejo, já acabou. Lembro que cheguei cedo e fiquei correndo no campo, treinando dominar a bola sem olhar para ela, com a cabeça levantada, como eu fazia nos tempos de escolinha de futebol... Bilhões de anos atrás... Durante o jogo, tentei fazer isso e a bola passou debaixo do meu pé duas vezes. Acho que o treino não valeu muito...
O que ficou de relevante foi mais a dor nos dois joelhos que, mesmo depois de 20 dias sem jogar e sem malhar, não melhoraram. Confesso que fiquei preocupado. Marquei até ortopedista para o mês que vem.
Depois veio o glorioso retorno da pelada de Sábado, na Faefid, dia 11 de janeiro. Resolvi subir de ônibus porque me obriga a andar um pouco e me aquecer no processo. O problema é que tive que passar no banco primeiro para pegar dinheiro para pagar a pelada. Isso me fez perder o ônibus e chegar atrasado.
Cheguei lá, um calor sinistro, abafado. Enfim, fiquei mais ousado desta vez. Tentei dribles, dei bons passes, mas comprovei uma coisa muito óbvia que já vinha suspeitando desde que voltei a jogar em 2015: eu não tenho fôlego ou pique para acompanhar a garotada de menos da metade da minha idade, mas por algum fenômeno biológico desconhecido, eu sou sempre o último a me cansar. Então, no final da pelada, todo mundo se arrastando e eu correndo. Aprendi a usar isso a meu favor. No final, com a defesa do adversário cansada, eu estava sempre indo e voltando e me colocava bem. Fiz três gols justamente neste final de jogo, quando todo mundo estava cansado e eu estava “inteiro” ou talvez, menos acabado que os outros.
O primeiro gol veio num passe açucarado. Eu estava só tive que matar a bola com muito, muito cuidado, morrendo de medo de perder aquele gol feito e chutar. O segundo foi um passe do Furlan e eu estava de costas para o gol. Toquei de letra e calcanhar e a bola entrou. Até agora, meu gol mais bonito do ano. O último foi também um belo passe do Furlan que eu só tive que chutar longe do goleiro. Pensando bem, acho que todos os gols foram passes do Daniel Furlan. Mas sei que dei passe para pelo menos dois gols dele também.
Momento curioso. Teve um jogador que eu não sei o nome. Dei um ótimo passe no meio de campo por baixo das pernas nele. Teve um momento em que eu roubei a bola no meio, cara a cara com o goleiro, chutei por debaixo das pernas dele. Era o mesmo cara. Só que desta vez, ele conseguiu defender com a ponta do calcanhar.
Fiz três, mas perdi uns seis. Acho que pode melhorar. Sempre pode, né?
Depois veio a pelada de ontem, 14 de janeiro, terça-feira. Pelada da imprensa, no mesmo Soccer Aero ball da pelada de Quinta-feira. Desta vez, fiz cinco gols e dei uns passes para, pelo menos mais quatro. Melhor atuação até agora. Embora, claro, no meu universo perfeccionista, ainda tenho muito que melhorar. Mas já é o maior número gols numa única pelada desde que voltei a jogar em 2015 (depois de 12 anos parados por problema na coluna, para quem não sabe). Viva a Ritalina!
Difícil até lembrar de todos os gols. Mas vou tentar. Foram dois gols de um lado do campo e três do outro. Lembro que o primeiro foi o mais bonito porque recebi o passe de fora da área e emendei de direita de primeira para o gol. A bola foi suave, no alto, nem lenta e nem rápida, o goleiro pulou, mas ela passou deixado do braço dele. É ótimo quando a gente faz o gol com um movimento automático, sem pensar muito.
Teve o Anderson, tio do Rodrigo, um baixinho muito bom de bola. Segundo nosso amigo, Lucas Demolinari, era uma mistura de Soteldo (Santos) com Thiago Neves (Cruzeiro). Ele me lembrou incrivelmente o Genésio do Moinho de Vento, que por sua velocidade na marcação, ganhou o apelido carinhoso de Carrapato. Fizemos uma boa dupla, dei uns três ou quatro passes para ele fazer gols. Não contei, mas com certeza ele fez mais que eu, que fiz cinco.
Realmente não lembro de todos os gols que fiz, mas lembro de dois que perdi. Um porque foi debaixo da trave com um passe preciso do meu garçon predileto, o Bruno Kaehler, que, seguindo a linha de raciocínio de comparações, é uma mistura de Modric com Geromel.
Enfim, o Bruno fez uma jogada fantástica, passando por dois na linha de fundo e cruzando para mim praticamente dentro do gol. A bola veio rápida e passou por debaixo das minhas pernas. É o tipo de gol mais triste de se perder. Mas acontece. O que eu gostei é que não desisti e fui atrás da bola e consegui recuperar e iniciar outra jogada.
 Tentei chutar de longe três vezes, uma foi para fora, outra o goleiro defendeu e outra na trave. E o gol que mais lamentei ter perdido foi um que recebi na entrada da área, consegui tirar o goleiro com um drible curto e chutar de esquerda. Mas a bola não pegou corretamente e foi para fora, por muito pouco.
Acho que perdi uns três gols de ótimos passes. Mas fico sempre naquela dúvida: pegar de primeira e seja o que Deus quiser ou dominar e chutar, dando chance para a defesa chegar e cortar? Mas tudo se resume, desde o começo, desde que voltei a jogar, a aceitar os próprios erros. A lidar com a ansiedade, não com remédios que me deixam com sono e diarreia, mas com treino. Enfiando na cabeça que sou humano. Humanos erram. Humanos acertam. Mas só acertam aqueles que tentam. Então, tentei. Chutei de esquerda, a bola entrou, acho que foi passe do Anderson. O Bruno/Geromel/Modric me deu passe para pelo menos mais dois gols. Um eu peguei de primeira e entrou. Outro eu dominei e chutei, entrou. A vida é simples. A minha ansiedade é que complica.
Tenho certeza que fiz um gol com passe do Fernando Junior também e quase certeza que dei passe para ele também fazer gol.
Enfim, foi um dia muito legal e o ano está só começando. Um ano ainda cheio de incertezas, mas também cheio de possibilidades. Talvez de mudança de cidade, mas com certeza de mudança de vida, mudança de atitude, de postura. Saí do modo sobrevivência, que foi muito útil e necessário nos últimos dois anos, porque ninguém sabe o inferno que passei..., mas agora entrei no modo do combate. Viva a Ritalina!

Saldo de 2020
3 jogos
9 gols
Clinton Davisson é jornalista, pós-graduado em educação e mestre em comunicação. Autor de quatro livros, entre eles, a premiado Hegemonia – O Herdeiro de Basten. Trabalhou nas séries Malhação, Tapas & Beijos, foi consultor na série Ilha de Ferro da Globoplay. Atualmente trabalhando no piloto da série Baluartes.