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O último Tatooiniano Virgem, Episódio II

A imagem dos dois jovens com roupas extravagantes dentro da cabine aberta do landspeeder era patética. Mas era exatamente o que pedia o espírito do carnaval de Mos Esley. Milhares de estrangeiros vinham trazidos pela promessa de sexo fácil e alguns bons negócios. Mercadores vinham em caravanas para trocar tecnologia por produtos locais como plantas e temperos proibidos, base para a produção dos death steaks. Além disso, muitos comerciantes vinham negociar com os hutts. Até naves imperiais vinham para fazer uma cena e receber sua parte no lucro em forma de suborno.
Com a cidade de Mos Esley entupida de pessoas de todos os lugares da galáxia, o céu ficou infestado de naves que apenas desciam. Praticamente todas as docas estavam lotadas e ninguém saía de Taitooine, apenas chegavam e chegavam. Naves de todas as formas e cores possíveis. Luke chegava a sentir dores no pescoço, pois não conseguia desviar os olhos do céu.
- Cheio de mulher ao nosso redor e você fica olhando o céu! – protestou Biggs.
- Mas é maravilhoso!
- Aquilo ali é que é maravilhoso! – Biggs soltou as mãos do volante e girou abruptamente o pescoço de Luke em direção a um grupo de meninas humanóides que deveriam ter no máximo quinze anos. Pelo cabelo solto, Biggs julgou serem Corelianas. Manobrou o landspeeder para passar bem próximo a elas. Foi premiado com olhares e risadinhas.
- Boa noite, meninas! Deixe-me apresentar meu amigo Luke Skywalker, rico fazendeiro da região! – mentiu Biggs.
Novamente foram recebidos com risadinhas.
- B-boa noite! – disse Luke com um sorriso amarelo.
Assim que o veículo parou ao lado das meninas um grupo de Corelianos com cara de ciumentos pegaram as meninas pelo braço e as puxaram para longe de Luke e Biggs.
- Bom, a festa está só começando, né? – disse Biggs dando de ombros.
- Pois é, meu tio disse que vai receber uma família de comerciantes hoje. – resmungou Luke. Lembrando que, para conseguir um dinheiro extra, o tio alugava compartimentos da casa para estrangeiros – Eles vão ficar lá em casa durante um mês, acredita?
-Tenho a solução para você, meu amigo! – disse Biggs esticando a mão para o banco de trás. – Está garrafa de Ambusa vai te fazer esquecer todos os seus problemas!
- Espero que ela tenha alguma solução para me tirar deste planeta. – resmungou Luke enquanto bebia uma golada do líquido prateado.
Novamente, o Landspeeder diminuiu a velocidade, desta vez para que uma patrulha do império desse uma inspecionada no veículo.
- Espero que esta coisa não seja roubada... – cochichou Biggs para Luke.
- Nunca ouvi falar de algo fabricado pelos Jawas, eles vivem de comércio de objetos perdidos, ou roubados! – riu Luke – Não se preocupe, isto é rotina!
Luke sentiu algo tocar em sua mão, pensou que se tratava de um oficial do império, mas era um tentáculo azulado. Luke tentou puxar a mão, mas o tentáculo agarrou-a com força. Uma criatura, que parecia ser formada só por tentáculos e uma cabeça se aproximou do rosto de Luke, que compreendeu se tratar de algum tipo de pedinte.
- Você vai ser importante, meu jovem! – disse a criatura com a voz molhada e um bafo com cheiro de mofo. – Eu posso ver o seu futuro! Você vai ser ainda mais importante que seu pai! Eu posso lhe falar a respeito disso por apenas dez créditos!
Um soldado se apressou em afastar a criatura de Luke.
- Obrigado! Mas meu pai nunca foi importante, foi piloto de cargueiro! – sorriu Luke para a criatura.
- Esses charlatões não sabem nem mentir – rosnou Biggs.
-Vocês dois estão presos! – disse o Storm Trooper com firmeza.
-O que nós fizemos, guarda? – assustou-se Biggs.
-Este rapaz que está bebendo ambuza...
-Mas não é proibido beber ambuza! – replicou Biggs atônito.
-Não me interrompa! – rosnou o soldado apontando o dedo para Luke– Este rapaz é virgem e deve ser detido aqui até resolver seu problema!
Quando toda a patrulha começou a rir da cara deles, Luke se deu conta de quem eram os Storm Troopers que os cercavam.
-Naday! Seu filho da mãe! Quer nos matar de susto? – esticando a mão para cumprimentar o amigo.
- Naday? Você não estava na academia? – sorriu Biggs também cumprimentando o soldado.
- Designaram alguns de nós para patrulhar aqui no festival. – explicou Naday enquanto desviava a mão de Biggs que lhe tentava tirar o capacete. – Pare com isso! Quer que eu vá preso?
- Quero! – respondeu Biggs virando-se para os outros Storm Troopers – Prendam este cara! Ele vai sair e se alistar na aliança rebelde assim que se formar!
- Todos nós vamos! – respondeu outro Storm Trooper com uma risada que soava estranha pelo capacete.
Luke olhava fascinado para as armaduras brancas, a vontade de entrar logo para academia aumentara ainda mais de proporção.
-Para onde estão indo? – perguntou Naday.
-Aceitamos sugestões, amigo! – disse Biggs dando de ombros. – Aonde houver muitas garotas humanóides.
-Racista! – acusou Naday. – E que veículo é este? Assaltaram um comerciante de Coruscant?
Biggs deu um sorriso amarelo, pelas duas observações.
-Jawas!
- Entendi.

Continua