Merfolks: conhecidos também como mulheres peixe, ou Sereias
Língua oficial: Aranti
Classificação:
Reino: Animália
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem:Primates
Família:Hominidae
Subfamília:Homininae
Género:Homo
Espécie: homo-piscianus e homo-anphíbius
Merfolks ou sereias são considerados variações dos primatas que se adaptaram a respiração branquiana;
Origens
No planeta Dezalöe, conhecido também com o nome de Tritárdia, sistema de Tüsdan, duas raças se desenvolveram com pouca interatividade: os terrenos e os aquáticos. Com o passar do tempo, por questões econômicas e religiosas, explodiu uma guerra entre as raças que durou dois mil e trezentos anos com curtos períodos de paz. No final deste conflito os terrenos saíram derrotados e posteriormente escravizados.
A maior divergência entre os povos está na filosofia do povo da água que acredita que os seres que andam com pernas limitados apenas pelas dimensões “frente” e “trás”, são inferiores aos que podem se movimentar por mais dimensões. Afinal, o criador entrega os melhores recursos aos filhos que mais gosta.
Originalmente, entretanto, os aquáticos se desenvolveram a partir de primatas que resolveram habitar ilhas pequenas e posteriormente passaram a viver na água. Com o tempo se tornaram anfíbios. Originou-se também uma espécie específica que não consegue respirar fora da água.
Quando a Hegemonia invadiu o sistema no ano de 37 de Thranna o povo da terra estava quase extinto e sua tradição cultural praticamente destruída. Também não havia pássaros em Dezalöe. Muitos teóricos e estudiosos da história do planeta acredita que eles foram perseguidos e extintos pelas duas raças durante as guerras.
O povo da água, ou merfolk, resistiu uma batalha de três dias, mas foi sub-julgado pela ação do Capitão John Taylor e a já lendária macronave Árluz. O programa disoniano de preservação de espécies foi implementado e a raça do povo da terra recebeu o direito de viver e trabalhar livremente em seu planeta. Assim, as duas espécies de merfolks, a anfíbia e a pisciana, sofreram uma pesada debandada para outros planetas.
Banidlevar
Hoje Dezalöe é considerado um planeta próspero da Hegemonia com uma economia forte e uma cultura que valoriza principalmente o esporte e a literatura como forma de expressão. As histórias e lendas repletas de aventuras nos oceanos de Dezalöe são considerados a literatura mais apreciada, entre as estrangeiras, de Dison. Criou-se até um gênero específico de literatura, o löerano, com uma mitologia específica envolvendo os mistérios dos mares e o aprendizado com as criaturas que nele habitam.
A mais famosa das lendas löreanas diz respeito à saga de Banidlevar, uma jovem fliz (termo que determina fêmea solteira, com muitos pretendentes, mas que nega a ceder as propostas por estar à procura do verdadeiro amor) chamada Jennuen que empreende uma viagem até a terra seca de Yanbös para salvar sua família de uma doença. Lodar, seu pai, havia sido enfeitiçado por Galdur, um feiticeiro da terra seca. Ela então consegue chegar à morada de Galdur e se oferece como escrava para que seu pai seja liberto. Ela passa então a habitar a terra seca e a se submeter a todos as humilhações impostas pelos benivantes, ou seja, os que se limitam a apenas duas dimensões, como são chamados os povos de terra seca. Ela passa a ser conhecida como Banidlevar, ou seja, alguém que se limita a andar pela terra por vontade própria.
Com o tempo Jennuen consegue conquistar sua liberdade, mas acaba ficando entre os benivantes porque o tempo que ficou longe da água fez com que se esquecesse que era capaz de se locomover em outras dimensões.
História em Elôh
A migração mais organizada para o Planeta do Anel foi justamente a do povo da água que se recusou a viver no planeta Dezalöe. Foram cerca de 14 milhões de habitantes. Quase 10% da população total de merfolks no planeta original. Não tiveram dificuldade de se estabelecer na região que chamaram de Mazalöe, ao sul do Mar Triste, ou Trytia, que seria a parte submersa do estado de Akona.
A civilização dos merfolks, porém, não prosperou muito com as relações cortadas com Dezalöe. E o descaso da Hegemonia com Elôh levaram a civilização a poucas cidades prósperas e todas elas semi-submersas. O ataque dos grandes animais marinhos também causou grandes tragédias como na Guerra das Gulitenas de 327 Thanna que terminou com 20 mil mortos e o fim da cidade de Nebodan.
O auge da civilização aconteceu por volta de 10.150 Thranna com a consolidação das rotas comerciais por Trytia. Nesta época a aliança com os brancos de Basten foi consolidada e gerou mais de 500 anos de parcerias comerciais sólidas entre estes povos.
A guerra com os frânios
A história dos merfolks em Elôh começou a mudar com a chegada dos frânios ano de 10.607 Thranna. A raça de insetos se estabeleceu na região de Düblan, próximo ao delta do Rio Akonadi e prosperou. Em 10.721 já disputavam o controle das rotas comerciais mais afastadas de Akona. Começaram com rotas simples e pesados investimentos em mineração. Depois vieram com uma indústria naval mais desenvolvida. Ao contrário dos merfolks, os frânios tiveram grande incentivo de seu sistema solar para investir em Elôh.
Os desentendimentos comerciais e a crença dos merfolks em sua superioridade moral sobre a raça de insetos que não voam, levou a primeira guerra aquamarina em 10.752 Thranna. Com táticas de guerrilha e saques organizados a navios, os merfolks conseguiram uma vitória sobre o povoado de Krinzix e negociaram um tratado de paz em 10.763. O povoado cresceu e com a nova tecnologia roubada dos frânios e a aliança com Basten, os merfolks se expandiram por toda a região Düblan. A maior vitória sobre o império dos insetos ocorreu em 10.771 quando a cidade de Inkrihsh foi tomada no final das guerras purificadoras. Mesmo com a vitória consolidada, todo o restante da população frânia naquela cidade foi dizimada com o uso de agentes químicos no que foi conhecido como o “massacre de Inkrihsh”. A aliança militar com Basten terminou um ano depois e passou a ser estritamente comercial.
Cerca de cinqüenta anos se passaram até que Inkrihsh teve o nome mudado para Esparza. Fontes afirmam que a mudança de nome era para esconder a vergonha.
Em 10.837 os frânios, ajudados pelo seus irmãos de Navraris 7, impuseram um avanço devastador sobre Esparza. No episódio que ficou conhecido como “Dez dias de vergonha”, toda a população merfolk em Elôh foi reunida em aquários de concentração e obrigados a assistir e vivenciar, durante 10 dias, através de programas de holografia, o episódio do “massacre de Inkrihsh”. Logo depois puderam escolher entre ser mortos da mesma forma e os que queriam assinar um tratado de convivência pacífica no qual os frânios se comprometiam a dar ajuda econômica para reerguer os merfolks que quisessem viver na região. Apenas 12 merfolks optaram pela execução. Hoje existe a praça dos 12 no centro de Esparza em homenagem a estes mortos.
Sexo
O sexo dos merfolks está entre os mais violentos entre as raças que habitam Elôh. Normalmente as fêmeas reagem violentamente à corte e são necessários um mínimo de dois machos (padrinhos) para imobilizar a fêmea para que um terceiro realize a cópula.
É comum em determinadas regiões que os padrinhos também copulem com a fêmea, mas em geral existe até a profissão de padrinho que cobra para poder imobilizar de maneira adequada a fêmea.
É comum a existência de mestiços entre merfolks e outras raças humanóides. São poucos os que têm coragem de encarar a luta da cópula, mas há registros de casamentos inter-raciais em Elôh.
A cultura dos merfolks em Elôh é monogâmica, sendo aceita a cópula com os padrinhos como parte do ato de acasalamento e até a troca de funções. Mas não é permitido pela lei haver mais de um marido ao mesmo tempo. Na prática, porém, a convivência de uma fêmea com três ou mais machos é comum.
Tipos de comida
Os merfolks também são mamíferos e se alimentam basicamente de peixes e frutos do mar. A culinária dos merfolks é conhecida pela sua qualidade e baixa caloria. A expressão “cozinhas como uma sereia” é um elogio comum aos grandes chefes culinários da Hegemonia.
Contagem de tempo em Elôh
Os merolks seguem a contagem de tempo oficial que a Hegemonia designou para a capital de Elôh, Sintra. Trata-se de uma divisão temporal muito diferente do que os disonianos prepararam para todos os outros planetas e sistemas da Hegemonia. A divisão segue o padrão: 1 segundo é igual a 70 microns. 1 minuto é a soma de 60 segundos. Depois temos a medida chamada de hora, composta de 60 minutos. 24 horas formavam o dia em Elôh.
Não há explicação nos registros sobre a origem desta contagem temporal e do porquê de ser aplicada apenas em Elôh.
População em Eloh
Sete milhões de indivíduos em 10.977 Thranna
Organização social
A fêmea merfolk é claramente mais valorizada na sociedade. Cada família tem uma matriarca que mantém influência sobre todo o clã até a sua morte. Os conflitos ocorridos entre matriarcas são decididos pela idade. A mais idosa costuma ser sempre a mais respeitada. Essa tradição, porém, é rompida em favor da matriarca que possuir mais bens.
Economia
O dinheiro de Esparza seja de frânios ou merfolks é o Bluco, feito de material plástico resistente e flexível. Possui a forma retangular de cerca de 5x2 centímetros por 4milímetros de espessura. Seu valor é definido pelas cores e desenhos em cada bloco.
O bloco, entretanto, não costuma ser muito usado. A maioria das transações financeiras é feita por meio de blocos de crédito em transações bancárias feitas em rede. Uma lei lançada em 10.985 Thranna, porém, proíbe a obtenção de dinheiro com capital virtual, ou seja, não se pode fazer transações com capital especulativo.
A economia dos merfolks em Elôh está atualmente atrelada e dependente da economia franiana. Por mais que as duas raças convivam junta há anos, não há como haver um sistema legislativo e econômico totalmente unificado, já que os frânios são divididos em duas classes geneticamente separadas: slystaks e mabéias, sendo que estas últimas não recebem salário e são declaradamente submissas. Assim, a legislação trabalhista de Esparza é diferenciada para cada raça.
Atividades econômicas
Sua principal atividade é a extração de vorandium do fundo do mar. Há um investimento grande, porém, em busca de tecnologia nos últimos 20 anos com grande incentivo a educação.
O maior problema da economia está atrelado a política. Pois um pacto de indenização pela guerra com os frânios prevê um investimentos anuais de trilhões de blucos para a sociedade dos merfolks. Mas a corrupção das famílias mais poderosas retém o dinheiro que seria destinado à infraestrutura da região. Esse processo faz com que problemas considerados básicos em sociedades avançadas não sejam superados. Soma-se ao fato de que as cidades, principalmente Esparza, não foram projetadas para merfolks e todas as adaptações deveriam ser feitas com o dinheiro da indenização.
Política
O governo de Esparza é eleito por voto direto. São 14 edis, 10 senadores e um governador geral. O governo e dividido em cinco poderes distintos: prime-executivo, tecnológico, financeiro, legislativo-moderador e judiciário. Cada poder tem um líder representante e seus membros podem variar de número de acordo com as decisões do ministério dos desígnios.
Religião
Embora Banidlevar seja reconhecidamente uma mitologia e uma filosofia, muitos merfolks seguem as doutrinas contidas no texto que se tornou base para várias religiões.
Entre as mais de 7 mil religiões conhecidas dos merfolks, pelo menos as vinte principais são monoteístas e 6 religiões seguem a linha fundada por Drudarstan Adjisnüan no ano de 789 da era Yelismä que previa uma era de ouro para os aquáticos quando suas duas luas se alinhassem. O alinhamento se deu a primeira vez no ano de 1075 e realmente foi seguido de uma grande evolução econômica e científica em várias regiões. Isso levou ao crescimento da religião que levou o nome de wehdië em homenagem a região onde foi construído o primeiro templo a Niüvrar, a deusa única.
Por muitos anos os disonianos denominaram a religião como Adjinantes, como se seus adeptos cultuassem a Adjisnüan, seu fundador. Mas isso é considerado ofensivo pelos wendistas ou Kazdnaüvrar, que significa “aqueles que seguem a doutrina da deusa única”. O erro foi corrigido na Biblioteca em 414 Thranna.
Os principais dogmas da religião é acreditar na única deus, Niüvrar e na superioridade das fêmeas sobre os machos, pois elas são as criadoras da vida e capazes de amamentar, ou seja, produzir alimento do próprio corpo.
Além disso, Niüvrar só aprova aqueles que demonstram coragem e não temem a morte. Jamais se deve desistir de uma batalha pela iminência da derrota. Mas é considerado mais corajoso e valorizado aquele que se recusa a combater se estiver em situação vantajosa. As causas nobres pelas quais se deve lutar são, a honra, a lealdade, a justiça e o prazer.
Os maiores pecados são a traição de um amigo leal, se negar a defender os injustiçados e ceder ao sexo sem luta.
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