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Sobre os frânios

 

Uma raça insetóide organizada em castas situada no sitema de Navraris 7. Na época da invasão disoniana, os frânios já haviam colonizado dois sistemas binários e dominavam uma tecnologia razoável. As guerras se estenderam por anos causando a baixa da macronave Axis-3 no ano de 76876 Tylion.
Os frânios também foram hábeis na diplomacia ao estabelecer coligações bélicas com diversas raças vizinhas. A grande batalha de Liola, ocorrida em 76891 Tylion, foi determinante para mudar os rumos da guerra, já que a Hegemonia saiu vitoriosa graças ao uso do virus Yates 322-B que quebrou o sistema hirarquico franiano. Depois disso, desmobilizadas, as baratas do espaço, apelido dado pelos disonianos, foram presa fácil para as macronaves da Hegemonia.
Depois da guerra, os frãnios, agora aliados de Dison, expandiram seus domínios por sete sistemas e gozam de posição de destaque na Hegemonia.

Slystaks

 

A sociedade franiana é dividida entre slystaks e mabéias que não se misturam e não mantém nem mesmo relações afetivas entre si. Os primeiros destacam-se pela coloração verde e pelo formato esgalgado de membros longos. São os encarregados dos serviços denominados hipofelidais, que usam a região frontal do cérebro, chamada felidal.
O cérebro dos slystaks é considerado, em muitos aspectos, mais desenvolvido do que o dos humanos a exceção do sistema límbico. Algo que resulta da frágil interação entre as raças que se resume a parcerias comerciais e bélicas.
O estudioso James Morrisson, elaborou em 76921 Tylion, uma coletânea denominada “Crepistinidam – Uma introdução ao mundo artístico franiano”. A obra representa o resultado de vinte anos de estudos junto a cultura no sistema central. Morrison sustentava a tese segundo a qual os slystaks possuiam apuradas emoções, porém bem diferentes dos paradigmas humanóides. “Para entender a personalidade franiana não se pode pensar individualmente, mas coletivamente”, explicou Morrison. “Os slystaks também possuem suas próprias castas e agem em parâmetros de emoções coletivas. Nunca veremos um slystak temer a morte própria, entretanto, eles são conectados telecineticamente uns aos outros e produzem emoções massificadas. Se algo ameaçar mais de cem frânios, haverá reações com certeza”.
Em 76897 Tylion houve uma tentativa de troca de culturas artísticas com os frânios. O elemento mais significativo se deu no campo do design industrial das dermas. A partir deste ano, houve uma clara tendência a copiar atributos do exoesqueleto franiano.
Do outro lado da conexão, os frânios apreciaram muito o conceito humano de música, principalmente a música instrumental disoniana muito difundida entre os frânios. Foi a partir daí que a música não corporal, ou seja, não gerada por meio de recursos do próprio corpo, foi reconhecida como legítima.
Mabéias