Raça insetóide organizada em castas originária do sitema de Navraris 7. Na época da invasão disoniana, os frânios já haviam colonizado dois sistemas binários e dominavam uma tecnologia razoável. As guerras entre a Hegemonia e a civilização frânia se estenderam por anos causando a baixa da macronave Axis-3 no ano de 876 Gerião.
Os frânios também foram hábeis na diplomacia ao estabelecer coligações bélicas com diversas raças vizinhas. A grande batalha de Liola, ocorrida em 891 Gerião, foi determinante para mudar os rumos da guerra, já que a Hegemonia saiu vitoriosa graças ao uso do virus Yates 322-B que quebrou o sistema hirarquico franiano. Depois disso, desmobilizadas, as baratas do espaço, apelido dado pelos disonianos, foram presa fácil para as macronaves da Hegemonia.
Depois da guerra, os frãnios, agora aliados de Dison, expandiram seus domínios por sete sistemas e gozam de posição de destaque na Hegemonia.
História interna
A divisão entre as duas espécies se estabeleceu por meio de parasitismo inicialmente que evoluiu para uma simbiose. No planeta Lispector, segundo em distância da estrela maior de Navraris 7, a supremacia dos insetos se deu após a chamada Guerra do Fogo pela água” com a civilização Garuda formada por aves de três olhos. O conflito durou mais de trezentos anos entre indas e vindas e visava o controle do lago Rinyü-alaná, uma grande reserva de água formada sobre uma cratera.
Não registros de répteis ou mamíferos em todo o sistema Navraris 7, embora também seja rico em Gasobulbos em seus planetas gigantes. A proximidade entre Spector e os planetas gasosos serviu ao mesmo tempo para tornar o corpo celeste protegido de grandes meteoros e tornar o planeta vulnerável a constantes terremotos e mudanças de clima, favorecendo o desenvolvimento de seres alados.
Por muitos anos se acreditou em uma comando central, um cérebro
Slystaks
Orthoptera
Megacaelifera
A sociedade franiana é dividida entre slystaks e mabéias que não se misturam e não mantém nem mesmo relações afetivas entre si. Os primeiros destacam-se pela coloração verde e pelo formato esgalgado de membros longos. São os encarregados dos serviços denominados hipofelidais, que usam a região frontal do cérebro, chamada felidal.
O cérebro dos slystaks é considerado, em muitos aspectos, mais desenvolvido do que o dos humanos a exceção do sistema límbico. Algo que resulta da frágil interação entre as raças que se resume a parcerias comerciais e bélicas.
Cultura
O estudioso James Christopher Morrisson, elaborou em 921 Gerião, uma coletânea denominada “Crepistinidam – Uma introdução ao mundo artístico franiano”. A obra representa o resultado de vinte anos de estudos junto a cultura no sistema central. Morrison sustentava a tese segundo a qual os slystaks possuiam apuradas emoções, porém bem diferentes dos paradigmas humanóides. “Para entender a personalidade franiana não se pode pensar individualmente, mas coletivamente”, explicou Morrison. “Os slystaks também possuem suas próprias castas e agem em parâmetros de emoções coletivas. Nunca veremos um slystak temer a morte própria, entretanto, eles são conectados telecineticamente uns aos outros e produzem emoções massificadas. Se algo ameaçar mais de cem frânios, haverá reações com certeza”.
Em 897 Gerião houve uma tentativa de troca de culturas artísticas com os frânios. O elemento mais significativo se deu no campo do design industrial das dermas. A partir deste ano, houve uma clara tendência a copiar atributos do exoesqueleto franiano.
Do outro lado da conexão, os frânios apreciaram muito o conceito humano de música, principalmente a música instrumental disoniana muito difundida entre os frânios. Foi a partir daí que a música não corporal, ou seja, não gerada por meio de recursos do próprio corpo, foi reconhecida como legítima e dominou por anos o estilo musical em Dronn.
A poesia frânia é também digna de destaque no cruzamento com a cultura humana. Pois só começou a ser difundida para outras espécies a partir do momento em que os frânios precisaram se comunicar através de sinais sonoros, os quais pouco tinham de participação na comunicação.
Entre si, os frânios trocam informações através do odores e sinais eletromagnéticos captados pelas antenas. Com a colonização disoniana se fez necessário o aprendizado de várias técnicas de comunicação. A oficial língua adotada até hoje é o Lamol, originário dos garudas. Fora de Navraris 7, principalmente em Elôh, o idioma mais falado é o Aranti, original dos merfolks, falado muitas vezes com o auxílio de um tradutor que filtra os sinais eletromagnéticos das antenas e transforma em sons.
Mabéias:
Neoptera
Megablattaria-slavs
As mabéas ou mabéias, ou ainda macabéias, são a raça que compões a classe inferior dos frânios. São servos dinâmicos, fortes e precisos. A relação entre as mabéias e os slystaks foram tema de vários estudos em exobiologia disonianos.
Inicialmente as mabéas eram uma raça pouco desenvolvida, criada em cativeiro para fins provavelmente alimentícios dos slystaks. A engenharia genética foi usada de maneira a aumentar o tamanho e criar formas de controle. As mabéas têm vontade própria que cuida das próprias necessidades básicas, como dormir, se alimentar, descansar. Mas há também uma vontade coletiva submissa ao controle dos slystaks.
Logo ao fim da guerra e início da colonização disoniana, houve tentativas de se criar os “direitos das macabéias”, tese que se revelou desastrosa, pois, sem o vírus Yates, as baratas pareciam ser bem felizes sob o domínio dos gafanhotos. Tentou-se dar aulas de direitos iguais, filmes, músicas e holohistórias sobre igualdade, mas chegou-se a conclusão que apenas a manutenção do vírus ou a retroengenharia genética resolveria o “problema”.
Por fim, resolveu-se que a Hegemonia evitaria, dali em diante, interferir na cultura interna das nações encontradas. Foi o início das trocas culturais entre humanos e frânios.
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